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Quinta com Debate discute sobre os desafios e as perspectivas do retorno às aulas presenciais
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Retorno às Aulas Presenciais, os Desafios e Perspectivas para os Municípios. Esse foi o tema da Quinta com Debate veiculada no Canal Aprece Ceará no YouTube, no último dia 5 de agosto. O objetivo da Live foi promover a discussão entre especialistas sobre a retomada das atividades presenciais nas escolas da rede pública municipal cearense, considerando os desafios impostos pela segurança sanitária e as perspectivas de melhoria dos indicadores de qualidade da educação.

Os palestrantes convidados dessa edição da Quinta com Debate foram o secretário executivo de Cooperação com os Municípios, da Secretaria da Educação do Ceará, Márcio Pereira de Brito; a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação no Ceará (Undime/CE), Luíza Aurélia Teixeira; e a assessora educacional e neuropsicopedagoga, Silvia Conceição Maia. Além da apresentação da coordenadora da Escola de Gestão Municipal Pública (EGMP/Aprece), a Live também contou com a participação da analista em Educação da Aprece, Vládia Cosmo.

Na oportunidade, foi ressaltado que o retorno às aulas presenciais tem desafiado a todos, principalmente a estados e municípios, que além do dever constitucional de garantir a educação básica, tem que garantir o bem maior que é a vida de alunos e de profissionais da educação, o que demanda um planejamento criterioso e articulado.

O representante da Seduc na Quinta com Debate falou sobre o plano de retomada na perspectiva do Governo do Estado. Márcio Brito frisou os impactos negativos da pandemia na qualidade da educação no país e lamentou a falta de coordenação nacional em relação a isso e especificamente à retomada das aulas é um grande entrave para o processo. Ele afirmou que, apesar das grandes dificuldades, a expectativa é que o segundo semestre de 2021 possa ser uma espécie de virada de chave no Ceará, com a reabertura gradual das escolas e a retomada das aulas presenciais. “Sabemos que não será fácil, mas a vacinação dos profissionais de saúde está acontecendo, e a estimativa é que em cerca de 15 dias todos estejam já imunizados com a segunda dose da vacina. Isso cria uma situação de segurança”, disse Márcio Brito.

No entanto, o secretário executivo da Seduc salientou que mais desafiante que a volta às aulas presenciais, é o viabilizar um bom planejamento pedagógico, perfeitamente adequado às atuais condições dos alunos, tão prejudicados nesse período longo sem aulas regulares. “Isso vai demandar também maior investimento de municípios e estados, que já estão com as finanças defasadas por conta da pandemia”, refletiu, informando que estão sendo viabilizados diversos instrumentos de suporte às escolas e aos professores, a exemplo do Guia Estratégico de Auxílio à Educação Infantil para a Retomada do Ensino Presencial.

De acordo com a presidente da Undime/CE, são imensuráveis as lacunas deixadas pela pandemia na Educação, bem como em todas as áreas. “Não podemos ainda mensurar os impactos causados na Educação, mas sabemos que serão sentidos por décadas e que é preciso uma interligação muito coesa entre os entes federados para viabilizar políticas públicas de fato eficazes para preencher todas as lacunas deixadas, seja no aspecto pedagógico, cognitivo ou emocional”, sentenciou Luíza Aurélia. Segundo ela, a falta de programas e projetos nacionais para subsidiar estados e municípios nessa dificuldade, mas comemora do fato do Ceará ter a vivência consolidada do fazer educacional pactuado e dialogado.

“Nunca se produziu tanto como nesse período. Em um ano e meio foram elaborados diversos documentos e materiais para subsidiar gestores, professores, escolas, coordenadorias regionais. Tudo para apontar os caminhos para dar conta do plano de retomada”, disse. No Ceará, segundo ela, as redes municipais estão bem municiadas para viabilizar protocolos sanitários, pedagógicos etc. De acordo com Luiza Aurélia, mais de 70% dos municípios já estão preparados para voltar às aulas presenciais.

Silvia Conceição falou sobre as perspectivas para a Educação no pós-pandemia. A neuropsicopedagoca citou estudos que comprovam que o Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de crianças e adolescentes órfãos pela Covid-19 e isso representa um desafio a mais para as autoridades locais e para toda a comunidade educacional. É preciso elaborar uma nova rotina escolar, criar elos fortes de comunicação entre todos os envolvidos para fortalecer a prática escolar.

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