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Na FIEC, Sudene lança Programa de Revitalização da Indústria Nordestina NE 4.0, com foco na transformação digital dentro do setor produtivo
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A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) recebeu, nesta quinta-feira (14/05), o evento de lançamento no Ceará do Programa de Revitalização da Indústria Nordestina NE 4.0: Núcleos da Nova Indústria Brasil (N-NIB), iniciativa da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com a Federação, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE), a Universidade de Pernambuco e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, para acelerar a transformação digital no setor produtivo e fortalecer a competitividade das empresas.

O programa prevê apoio à indústria nordestina na adoção de tecnologias como inteligência artificial, automação, internet das coisas e análise de dados, e inclui ações de sensibilização de empresas, workshops, diagnósticos, visitas técnicas, desenvolvimento de projetos e elaboração de portfólios estratégicos.

A apresentação da proposta na Casa Indústria reuniu empresários, presidentes de sindicatos e representantes do setor público e da academia. 

Em fala de boas-vindas do evento, o Presidente da FIEC, Presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Membro Titular Nacional da CNI no Conselho Deliberativo da Sudene (Condel/Sudene), Ricardo Cavalcante enalteceu a iniciativa da Superintendência, destacando que a competitividade da indústria não depende apenas de infraestrutura física e incentivos tradicionais, mas também da capacidade de gerar inteligência, incorporar tecnologia e acelerar a inovação dentro das cadeias produtivas.

“Hoje, a produtividade está diretamente ligada à capacidade de integrar dados, automação, inteligência artificial, conectividade e análise estratégica de informações. Quem consegue incorporar essas ferramentas ganha eficiência, reduz desperdícios, aumenta competitividade, amplia mercados, atrai investimentos e gera empregos mais qualificados”, afirmou Cavalcante.

Segundo o Presidente da FIEC, o programa cria condições reais para que as indústrias avancem no processo de transformação digital. “Isso é especialmente importante para pequenas e médias indústrias, que muitas vezes sabem da necessidade de inovar, mas encontram dificuldades para acessar conhecimento técnico, estruturar projetos ou identificar caminhos de financiamento. O programa cumpre um papel extremamente estratégico de reduzir distâncias entre tecnologia e indústria”, acrescentou.

Na visão do Superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, acompanhar os avanços da tecnologia é um dos maiores desafios para que os estados nordestinos alcancem um patamar de igualdade com o restante do país.

“Temos visto que a transformação digital, a internet das coisas e a robótica são um desafio que nós temos. Porque para concorrer e disputar mercado, é preciso que você esteja em pé de igualdade. A nossa tarefa é fazer parcerias que nos trarão os elementos para que possamos nos desenvolver, e, hoje, estamos fazendo parceria com as indústrias, universidades e os ICTs”, pontuou Alexandre. “O Ceará tem aparecido para o Brasil inteiro nos últimos anos como um estado que inova e está no caminho certo, por isso não podemos deixar de observar, dialogar e trocar ideias”, completou.

O Reitor do IFCE, Wally Menezes, explica que a instituição atuará no âmbito da pesquisa, da formação e no desenvolvimento de tecnologias para fomentar o desenvolvimento industrial.

“Nosso foco primordial é trabalharmos nas perspectivas da ciência, tecnologia, pesquisa e inovação com a visão de futuro para a indústria, e isso perpassa tecnologias que hoje estão aqui, mas também segue pelo aspecto de dar oportunidade às pessoas de renda e emprego e de acesso a um mundo que está mudando muito rapidamente. Além disso, existe uma questão relacionada à soberania industrial do país. Nós precisamos ter uma indústria forte para que tenhamos um país forte”, diz Menezes. 

Representando o poder público, a Secretária-executiva da Indústria da SDE, Brigida Miola, e a Secretária de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Sandra Monteiro, destacaram o caráter colaborativo da iniciativa.

“Quando falamos de Indústria 4.0, falamos de profissionais qualificados, por isso é importante a presença da academia aqui e a força do Governo do Estado compondo essa triple hélice junto com os industriais. Tudo isso faz com que a gente tenha um desenvolvimento econômico bem maior. As novas tecnologias dentro do setor industrial cearense aumentam a competitividade, e consequentemente, fazem crescer a economia, gerando empregos e renda”, salienta Brígida Miola.

Sandra Monteiro reiterou que a parceria deve beneficiar não somente as indústrias, mas os cidadãos cearenses de forma geral. “Essa chamada da Nova Indústria Brasil com foco no Nordeste evidencia o que o Ceará e o Nordeste têm de melhor, que é a criatividade e o potencial de inovação e empreendedorismo industrial. Só que a indústria não caminha sozinha dentro de um contexto de que vai da cadeia que inicia o produto até a ponta, que é o consumidor”, frisou a secretária. “Essa tríplice hélice do Ceará que tem sido exemplo para o Brasil e o mundo culmina em algo que toda a sociedade quer, que é emprego, renda e cidadania”, acrescentou.

Também participaram do evento o 1º Vice-presidente da FIEC, Carlos Prado; o Diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável da Sudene, José Farias; a Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFCE, Joélia Marques de Carvalho; o Diretor da FIEC, Paulo Gurgel; o Diretor de Inovação da FIEC e Presidente do Sindroupas, Paulo Rabelo; o Diretor de Comércio Exterior da FIEC, Marcos Soares; o Presidente do Sindialimentos, Isaac Bley; o Presidente do Sindredes, Aluísio Ramalho; e o Secretário de Articulação e Desenvolvimento Econômico de Horizonte, Urbano Costa Lima.

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