
O vereador de Fortaleza, Adail Júnior (PDT), vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal, rebateu nesta terça-feira, 17, as declarações do também vereador Gardel Rolim sobre a crise interna do partido. Durante discurso na tribuna, Adail contestou a versão apresentada por Gardel e afirmou que a narrativa de perseguição dentro do PDT não corresponde aos fatos.
Segundo Adail, os conflitos internos do partido no Ceará tiveram origem em disputas políticas ligadas a lideranças nacionais e não em ações da direção partidária. “Não foi perseguição do PDT, não. Nós que ficamos fomos crucificados por esse grupo que Vossa Excelência citou”, declarou, ao citar nomes como Ciro Gomes e Roberto Cláudio.
O parlamentar também afirmou que o PDT foi “usado” em momentos decisivos e criticou a forma como decisões políticas foram conduzidas dentro da legenda. Para ele, a crise partidária se agravou após as eleições de 2022 e segue impactando o cenário político no Estado.
Adail Júnior ainda reforçou que respeita a decisão individual de Gardel Rolim de deixar o partido, mas cobrou que a história interna da sigla não seja “deturpada”. O vereador destacou que os embates vividos pelo PDT devem refletir nas próximas eleições e defendeu que o partido precisa ter sua trajetória reconhecida no debate político.

