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Tasso não vê mobilização para impeachment de Bolsonaro no curto prazo e cita plano coordenado de forças políticas
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O senador Tasso Jereissati não acredita que no curto prazo haverá mobilização para o impeachment de Bolsonaro. Em entrevista à revista Época, o parlamentar cearense falou que a situação só seria sustentada caso ocorresse um fato novo que gerasse desequilíbrio.

“Não vejo isso no curtíssimo prazo, a não ser que haja algum fato novo que realmente desequilibre tudo. Enquanto não tivermos a pandemia pelo menos sob controle, não podemos desfocar disso. E depois vem a crise econômica e social, que será profunda. Agregar a isso uma crise política acompanhada de um processo de impeachment não me agrada pessoalmente e nem à maioria dos políticos com quem tenho conversado, ainda que, em muitos momentos, achemos que a Presidência esteja passando do ponto”, destaca.

Tasso também citou a necessidade de criação de um plano coordenado de forças políticas para buscar superar a crise que o País atravessa. “Todos estamos preocupados com o futuro de nossa democracia. Mas sei que há pontos de divergência também, como a questão econômica. Já passou da hora de pensarmos num plano coordenado entre todas as forças políticas para a criação de emprego, manutenção de empresas, salvação da economia, além da questão fiscal diante de tudo isso. E não vejo nenhuma unidade entre centro e centro-direita, ou centro-esquerda, sobre esses temas, então minha percepção é que, ainda que haja uma convergência, lá na frente vamos nos dividir”, pontua.

O senador ainda lembra do bom diálogo que possui com lideranças políticas e fala sobre o PT ser um possível ponto de inflexão na costura da frente.

“O Lula saiu da prisão numa posição muito radical e muito parecida à que o PT tinha nos anos 1980 e 1990. Aquele PT que não admitia alianças, que tinha uma visão sectária. A principal liderança de esquerda agir dessa forma hoje é, sim, um impedimento, ainda que não seja a posição oficial do partido. Todo o restante das lideranças está dialogando, como bem mostrou o debate entre FHC, Ciro Gomes e Marina Silva, na Globonews”, afirmou.

Na sequência, complementou. Eu dialogo com a Marina e o Ciro e temos muitos pontos em comum. No DEM, Tanto o Davi Alcolumbre quanto o Rodrigo Maia e o ACM Neto, presidente do partido, têm uma abertura muito grande. PSD, Podemos, Rede, a mesma coisa, ainda que haja discordâncias no plano da atividade parlamentar. No caso do PSDB, FHC é o nome mais importante, que mais influencia dentro do partido, apesar de estar afastado da vida partidária. Então uma manifestação dele em direção a uma frente ampla tem um peso muito grande, como o Lula dentro do PT. O que as pessoas precisam assimilar é que distensões pontuais e individuais sempre vai haver. O importante é que elas não atrapalhem a energia de mobilização da sociedade em defesa da democracia.

 

Fonte: Focus.jus

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