O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração polêmica na manhã deste domingo (25), após votar em São Bernardo do Campo, em São Paulo, no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Durante coletiva de imprensa, Lula questionou o enriquecimento de políticos que ocupam ou já ocuparam cargos públicos e afirmou que os salários recebidos durante os mandatos não seriam suficientes para justificar grandes fortunas. “Se vocês encontrarem alguém rico com salário público, ele é ladrão”, declarou o presidente, ao mencionar vereadores, senadores, governadores e presidentes.
Para sustentar seu argumento, Lula utilizou a própria remuneração como exemplo e citou o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo o petista, o salário bruto de aproximadamente R$ 46 mil mensais sofre descontos de Imposto de Renda, contribuições partidárias e outras deduções, reduzindo significativamente o valor disponível. “Se dá para alguém ficar rico com 20 mil, aí dá para viver razoavelmente bem, mas rico não dá”, afirmou. O presidente defendeu que a remuneração de um agente público, mesmo considerada elevada em comparação à renda da maioria dos brasileiros, não seria suficiente, isoladamente, para explicar o acúmulo de grandes patrimônios.
A declaração ganhou destaque por ocorrer justamente no dia da decisão presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), em meio às discussões sobre patrimônio, transparência e conduta de agentes políticos. Apesar do tom contundente, o presidente não apresentou, no trecho divulgado da coletiva, provas de enriquecimento ilícito de pessoas específicas. Ao finalizar sua manifestação, Lula ressaltou que os eleitores estão avaliando os candidatos e que caberá à população decidir nas urnas os rumos do país para os próximos quatro anos.

