O prefeito de Pacajus, Edilson das Casas, revelou durante entrevista ao Podcast do Rubão, realizada na quarta-feira, 21 de outubro, que comunicou ao governador do Ceará, Elmano de Freitas, sua decisão de não apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Apesar de manter uma parceria política e administrativa com o Governo do Estado, o gestor municipal declarou apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. O posicionamento chama atenção por colocar o prefeito em campos políticos diferentes nas disputas estadual e nacional, em um momento de intensificação das articulações para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro.
Questionado sobre sua decisão de manifestar publicamente apoio a Flávio Bolsonaro, Edilson das Casas afirmou que sempre foi transparente com o governador e sua equipe. “Desde o começo da campanha fui muito claro com o governador, com as assessorias, e falei que eu votaria no governo, mas não votaria no presidente Lula”, declarou. O prefeito explicou que, no primeiro turno, apoiou Elmano de Freitas para o Governo do Ceará, mas preferiu não fazer campanha presidencial para evitar confusão entre os eleitores. Segundo ele, seu voto em Flávio Bolsonaro já estava definido, embora a declaração pública de apoio tenha ocorrido somente no segundo turno. Edilson também relembrou sua participação na campanha de Jair Bolsonaro em 2022.
Durante a entrevista, o prefeito ressaltou que sua decisão está relacionada às convicções políticas que mantém desde antes de assumir a administração municipal. Edilson afirmou ter sido eleito por um partido de centro-direita e defendeu a necessidade de coerência em seus posicionamentos, mesmo diante das diferenças com aliados estaduais. O gestor destacou que a parceria com Elmano de Freitas está fundamentada nos compromissos assumidos com Pacajus e nas demandas por investimentos e melhorias para o município. “A gente seguiu a linha do governador em compromisso, em parceria com Pacajus, mas eu não posso deixar também de fazer o que eu realmente acredito”, afirmou. Para Edilson, a divergência na escolha presidencial não deve impedir a continuidade das relações institucionais entre a prefeitura e o Governo do Ceará.

