Mostra “Arte Rupestre e Realidade Virtual: da pré-história à pós-modernidade”
tem visitação aberta até dezembro e conta com mediação para os visitantes

O público do Cariri pode conferir, até dezembro, a exposição “Arte Rupestre e
Realidade Virtual: da pré-história à pós-modernidade”, uma iniciativa da Sala de
Ciências da Escola Educar Sesc, em parceria com a unidade Sesc por meio do Programa
de Cultura. Com entrada gratuita, a mostra apresenta registros de importantes sítios
arqueológicos brasileiros e utiliza recursos tecnológicos para proporcionar uma
experiência imersiva sobre a história dos primeiros povos que habitaram o continente
americano.
A exposição reúne referências de três importantes conjuntos arqueológicos do país: a
Serra da Capivara, no Piauí; o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais;
e o complexo de Monte Alegre, no Pará. Por meio de reproduções e conteúdos
interativos, o visitante poderá conhecer diferentes formas de representação
produzidas há milhares de anos, incluindo figuras humanas, animais, símbolos e
grafismos geométricos.
Entre os destaques estão as imagens da Serra da Capivara, reconhecida pela Unesco
como Patrimônio Mundial, que apresentam cenas associadas à caça, dança e ao
cotidiano de grupos humanos antigos. Já o conjunto do Peruaçu revela figuras
humanas, animais e formas geométricas distribuídas nas paredes das cavernas,
enquanto Monte Alegre reúne pinturas em pigmentos avermelhados encontradas em
formações rochosas da região amazônica.
Além das reproduções das pinturas rupestres, a exposição conta com uma experiência
em realidade virtual, permitindo que o público explore ambientes inspirados nos sítios
arqueológicos. O espaço também dispõe de um documentário e um Mapa das
Migrações Humanas, com recursos de realidade aumentada que apresentam teorias
sobre a ocupação do continente americano.
Outro diferencial da mostra é a presença de mediadores, que acompanharão os
visitantes ao longo do percurso, auxiliando na compreensão dos conteúdos e
promovendo diálogos sobre arqueologia, patrimônio, ciência e tecnologia.
A iniciativa busca aproximar educação, cultura e inovação, oferecendo ao público uma
oportunidade de conhecer a riqueza da arte rupestre brasileira por meio de linguagens
contemporâneas e experiências interativas.

