Na última quarta-feira, 25, o presidente do MBL e do Partido Missão, Renan Santos, que também é pré-candidato à Presidência da República, publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que vai “proibir mulher no MBL e no Partido Missão”, ao denunciar uma série de ataques virtuais contra pré-candidatas ligadas ao grupo. A declaração rapidamente ganhou repercussão e abriu novo debate sobre violência política de gênero no país.
Segundo Renan, mulheres anunciadas como pré-candidatas a deputada passaram a ser alvo de ofensas, montagens com uso de inteligência artificial, ameaças e ataques à honra. Ele citou casos como o da advogada Ana Hering, da militante Nicole e de Amanda Vettorazzo, que, conforme relatado, teria sido vítima de conteúdos manipulados e ameaças após exposição pública. Também mencionou ataques sofridos por Luana, em Minas Gerais, em razão de sua atuação política.
Apesar da frase inicial sobre “proibir mulher”, o dirigente afirmou que o partido não vai recuar e que seguirá abrindo espaço para homens e mulheres que desejem disputar eleições. A fala dividiu opiniões nas redes sociais e reacendeu discussões sobre radicalização política e os limites do discurso no ambiente digital brasileiro.

