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Pesquisa do Observatório da Indústria da FIEC revela impactos da pandemia nas indústrias cearenses
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O Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizou uma pesquisa no período de 19/4 a 5/5 para mensurar os efeitos da pandemia de covid-19 na indústria cearense. A maioria das empresas (71%) sentiu o impacto da pandemia nos negócios. Dentre os efeitos observados pela pesquisa, destacam-se a redução do volume de produção, faturamento e investimentos. Em média, houve uma queda de 27%, 28% e 38%, respectivamente.

A boa notícia é que, apesar dessas dificuldades, o emprego na indústria não foi afetado em largas proporções: houve uma redução, em média, de apenas 16%. A pesquisa revelou que 44% das empresas não fizeram mudanças significativas no quadro de funcionários e 6% das indústrias ouvidas aumentaram o número de empregados em mais de 5%.

Outro desafio das indústrias apontado na pesquisa é a dificuldade para obtenção de insumos e matérias-primas. Entre as empresas pesquisadas, 96% disseram sentir essa dificuldade. Dentre as empresas que apontaram ter alguma dificuldade, 60% indicaram que o principal motivo está relacionado à elevação dos preços dos insumos e 58% revelaram que o maior impacto foi oriundo dos fornecedores nacionais, via comércio interestadual.

O estudo também mostrou que mais da metade das empresas (55%) não fizeram nenhum tipo de solicitação de crédito. Das empresas solicitantes, somente 30% receberam o valor total solicitado, enquanto 30% só acessaram o crédito parcialmente e 40% tiveram o pedido recusado.

“É importante ressaltar que a facilitação do crédito ainda é apontada por muitos dos empresários (55%) como necessária em 2021, para amenizar os efeitos causados pela pandemia. Além disso, outra medida de grande importância para os empresários são os novos diferimentos ou extensão de prazos de pagamentos de impostos federais, estaduais e municipais”, destaca a pesquisa.

Segundo a economista do Observatório da Indústria da FIEC, Rayssa Alexandre Costa, foram ouvidas 110 indústrias cearenses. Ela destaca que a pesquisa revelou que o impacto em variáveis como volume de produção e faturamento foi bem inferior aos resultados da pesquisa realizada em maio de 2020, período inicial da pandemia. “De certa forma, esses resultados eram esperados, dado que a indústria não foi incluída nas novas medidas restritivas de funcionamento na segunda onda da pandemia no Ceará, diferentemente do que aconteceu no início da crise”, afirmou.

Rayssa avalia que, no ano passado, a indústria cearense demonstrou grande capacidade de resiliência, a partir do segundo semestre. “Entretanto, com essa segunda onda, vimos pela pesquisa que, novamente, tivemos impactos negativos, ainda que em menor escala. O avanço da vacinação e a consequente diminuição das medidas restritivas trarão perspectivas de reversão deste quadro”, ressalta.

A pesquisa completa pode ser conferida AQUI.

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