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Parlamentares lamentam demissão do ministro da Saúde
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16ª sessão deliberativa extraordinária do Sistema de Deliberação Remota (SDR)

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Sarto (PDT), registrou a sua preocupação com a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (16/04), pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

O chefe do Legislativo estadual falou durante a abertura dos trabalhos da 16ª sessão deliberativa extraordinária do Sistema de Deliberação Remota (SDR) da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (17/04).

Na avaliação do presidente da AL, neste momento em que os técnicos apontam o crescimento da curva de contaminação pela Covid-19, a troca de ministro “não parece ser uma medida prudente, independente de partidarização”.

O parlamentar destacou que todos os países ricos do mundo, como Inglaterra, França, Alemanha e mesmo os Estados Unidos, estão articulando uma ampliação do isolamento social nas duas próximas semanas. “E aqui falamos de países ricos, que têm condições de custear seu sistema de saúde”, observou Sarto.

O presidente da Casa lembrou que as inquietações acometem todas as pessoas em um momento delicado como o atual, mas desejou sorte ao novo ministro que assumiu a pasta, o oncologista Nelson Teich.  “Desejo tranquilidade, serenidade, calma e bom senso para que ele nos ajude a atravessar esse difícil momento”, comentou Sarto.

Em entrevista à TV Assembleia, o primeiro secretário da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), reforçou a preocupação com a demissão do ministro Mandetta. “Esperamos que o novo ministro também paute suas decisões em estudos técnicos e científicos, para que a sociedade sempre possa estar acima de qualquer interesse comercial ou econômico”, apontou o parlamentar.

O deputado Marcos Sobreira (PDT) endossou a preocupação do colega. “Tenho uma postura crítica em relação ao Governo Federal, mas enquanto cidadão devo elogiar os bons atos do Governo. E enxergava no ministro Mandetta uma pessoa de postura reta e digna, que fazia um bom trabalho, ajudando na medida do possível os estados e municípios”, avaliou Marcos Sobreira.

Para o parlamentar, em meio a uma crise de pandemia mundial, não era o momento de promover uma troca no Ministério da Saúde. “Óbvio que a demissão é uma prerrogativa do presidente da República, mas ele podia esperar mais um pouco, aguardando o fim da crise”, pontuou.

O deputado Delegado Cavalcante (PSL) considerou acertada a decisão de Bolsonaro. Na avaliação do parlamentar, o titular da pasta da Saúde estava “perdido” e deveria trabalhar em conjunto com o presidente. “Ele estava querendo se destacar mais que o presidente da República, tomando decisões, muitas vezes, na contramão da pandemia. Não divulgava e não se interessava, por exemplo, pela cloroquina, que é uma opção no tratamento do coronavírus”, salientou.

O deputado manifestou ainda otimismo com o trabalho do novo ministro da Saúde, Nelson Teich. “Acredito que ele vai fazer um bom trabalho, atuando com uma infraestrutura para combater diretamente essa pandemia que assola o Brasil e o mundo”, enfatizou.

Para o deputado Heitor Férrer (SD), a demissão é um direito que cabe ao presidente da República, no entanto a expectativa é de que o novo ministro da Saúde mantenha a defesa do isolamento social como forma de combate à disseminação do coronavírus.

Em entrevista à FM Assembleia, o deputado Fernando Hugo (PP) comentou que todos os brasileiros devem agradecer o desempenho de Mandetta e de sua equipe à frente do Ministério da Saúde. “Aplaudo as decisões técnicas e científicas muito bem elaboradas e que levaram o País a ter ações relativamente de controle da pandemia”, ressaltou.

O deputado Guilherme Landim (PDT) lamentou que se brinque com a saúde das pessoas. “Uma atitude como essa, em um momento difícil, em uma crise sem precedentes como essa é, no mínimo, temerária e descabida, sem nenhuma necessidade”, criticou.

Para o deputado Romeu Aldigueri (PDT), o ex-ministro Mandetta é uma referência para a nação e foi demitido por estar trabalhando direito. “Estou extremamente preocupado e indignado com a sua demissão. Mas esperamos que o novo ministro pense da mesma forma, como médico que é, e se preocupe em seguir as regras e as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, enfatizou.

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