O vereador de Fortaleza e deputado estadual eleito Gardel Rolim (Republicanos) alertou, durante entrevista ao Podcast do Rubão, para a possibilidade de municípios cearenses reduzirem a prioridade dada aos próprios serviços de saúde após a instalação de hospitais regionais pelo Governo do Estado. Segundo o parlamentar, relatos recebidos de profissionais da área indicam que algumas prefeituras deixam de priorizar hospitais municipais e serviços de emergência quando passam a contar com uma unidade regional próxima. “O que eu tenho ouvido dos profissionais de saúde é que onde é colocado um hospital regional com toda a estrutura do governo do Estado, as prefeituras, muitas vezes, acabam não priorizando o seu hospital municipal”, afirmou.
Gardel reconheceu os investimentos realizados pelo Governo do Ceará na ampliação da rede hospitalar, destacando a continuidade das políticas públicas durante as gestões de Cid Gomes, Camilo Santana, Izolda Cela e Elmano de Freitas. O deputado eleito citou unidades como os hospitais do Vale do Jaguaribe, do Maciço de Baturité, de Crateús e de Itapipoca, além do Hospital Universitário, ao comentar a expansão da assistência no interior. Segundo os números apresentados por ele, a ampliação da rede representa aproximadamente 2.500 novos leitos no interior cearense, além de 800 leitos associados ao Hospital Universitário. Os quantitativos foram mencionados pelo entrevistado e não foram verificados de forma independente.
Para Gardel, a expansão da estrutura estadual precisa ser acompanhada de maior participação das administrações municipais na organização dos serviços de saúde. O parlamentar defendeu que as prefeituras mantenham investimentos na atenção básica, na rede especializada e nos hospitais municipais, respeitando as responsabilidades estabelecidas na organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele alertou que a redução desses investimentos pode provocar sobrecarga nos hospitais regionais e dificultar o atendimento à população. “A gente precisa envolver os municípios nessa discussão, especialmente onde já tem o hospital regional”, declarou, ao defender uma atuação conjunta entre Estado e prefeituras.

