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FNE conta com R$ 29,3 bilhões para 2020
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Projetos de infraestrutura, micro e pequenos produtores rurais e urbanos poderão contar com R$ 29,3 bilhões em recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), em 2020. Para o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, a prioridade para este ano é fortalecer ainda mais o pequeno produtor.

“Em torno de 72% dos recursos serão direcionados pra o porte de pequeno e médio, que abrange quem fatura até R$ 16 milhões por ano”, disse Rolim, que também destacou a importância do FNE na transformação do Nordeste. “Os fundos constitucionais foram criados como um instrumento para diminuir as desigualdades regionais e fomentar atividades para fazer transformações nas regiões”, afirmou.

Os recursos do FNE são destinados para investimentos na agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio e serviços. Projetos de infraestrutura podem, por exemplo, contemplar obras como geração de energia e obras de saneamento básico. O Banco do Nordeste é responsável pela operacionalização das linhas de financiamento, que têm condições facilitadas e taxas de juros menores.

O Fundo atende nove estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os estados terão a disponibilidade de R$ 19 bilhões seguindo a proporção de 14% para Ceará; 5% para Alagoas; 21% para Bahia; 3% para Espírito Santo; 10% para Maranhão; 6% para Minas Gerais; 6% para Paraíba; 14% para Pernambuco; 10% para Piauí; 6% para Rio Grande do Norte; e 5% para Sergipe.

Os projetos de infraestrutura vão contar com recursos de R$ 9 bilhões. Podem ser financiados empreendimentos de infraestrutura econômica, inclusive os de iniciativa de empresas públicas não dependentes de transferências financeiras do poder público, desde que sejam considerados prioritários para a economia regional. Outro R$ 1,35 bilhão será ofertado para o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado Urbano, representando um crescimento de 328% em comparação a 2019.

“A ideia é o governo facilitar que pessoas talentosas, mas que muitas vezes não têm o capital necessário para o negócio, nem o conhecimento para a gestão, possam usar seu talento e transformar aquilo em algo rentável para ela e para os demais”, explica o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

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