O deputado estadual Renato Roseno explicou, em entrevista ao Programa do Rubão, a diferença entre a cláusula de barreira e a distribuição das sobras eleitorais, destacando que uma ação em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá alterar a composição das casas legislativas. Segundo o parlamentar, a cláusula de barreira estabelece critérios mínimos de votação para que os partidos tenham acesso pleno a direitos e recursos. Roseno afirmou que o PSOL superou o percentual nacional exigido nas eleições de 2026 e que uma dúvida sobre o desempenho da legenda no Espírito Santo foi resolvida por meio da aplicação de uma regra de arredondamento.
Ao abordar a distribuição das vagas, Renato Roseno afirmou que o PDT questiona no STF a constitucionalidade da atual sistemática de cálculo das sobras eleitorais. Segundo ele, a ação está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes e pode provocar uma redistribuição de cadeiras caso a tese apresentada seja acolhida. O parlamentar declarou que, nesse cenário, ele e o deputado André Figueiredo poderiam conquistar mandatos pelo Ceará. Roseno ressaltou, entretanto, que a cláusula de barreira e a distribuição das vagas são mecanismos diferentes e que o resultado dependerá da decisão judicial.
Durante a entrevista, Roseno citou sua votação de aproximadamente 117 mil votos nas eleições de 2026 e questionou situações em que candidatos com votações inferiores conseguiram vagas por meio das regras de distribuição proporcional. Para o parlamentar, a discussão envolve o princípio da soberania do voto popular e os efeitos da fórmula de maiores médias na distribuição das cadeiras restantes. Ele também mencionou decisões judiciais anteriores que provocaram alterações na composição de casas legislativas após as eleições. A possibilidade de mudança no resultado de 2026 permanece condicionada ao julgamento do STF e aos efeitos que eventualmente sejam definidos pela Corte.

