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Tasso defende isolamento social e teme agravamento da crise com conflito entre presidente e governadores
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O senador Tasso Jereissati (PSDB) defendeu, em entrevista ao Jornal O Globo, publicada, nesta segunda-feira(30), o isolamento social como medida para salvar vidas e expôs preocupação com o cenário de agravamento da crise política com a desarticulação entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores. Tasso elogiou as ações dos governos estaduais que não foram omissos nas medidas de enfrentamento ao coronavíus.

Governador do Estado por três mandatos e, hoje, no segundo mandato no Senado, Tasso externa uma certeza: ‘’o confinamento horizontal é o que tem de ser feito. O resto é incerteza’’. O tucano alerta: ‘’É evidente que não se pode esquecer da economia, mas a prioridade neste momento é salvar vidas humanas e conseguir controlar o ritmo de crescimento dos casos no país. Caso não se controle, nós vamos também entrar em derrocada econômica’’.
Ao falar sobre os contratempos entre a posição do presidente Bolsonaro, que prega o fim do isolamento social, e os governadores, o senador cearense faz outro diagnóstico para sinalizar desdobramentos ruins no cenário político. ‘’Acho que está faltando um comando. Falta uma centralização de toda a estratégia do combate ao coronavírus. Desde a economia até a saúde’’. observa.

Tasso, na entrevista ao Jornal O Globo, ao avaliar o quadro atual, recordou a crise na geração e distribuição de energia elétrica no início dos anos 2000 para mostrar a necessidade de liderança e controle de uma situação. ‘’Eu me lembro da crise do apagão (em 2001), quando o (então ministro) Pedro Parente passou a controlar todas as ações do governo, independentemente de em que área fosse. Isso foi feito de maneira que elas tivessem coerência e compatibilidade de ações’’, afirma o tucano, que, ao comparar os dois contextos, alerta. ‘’ O que está acontecendo é o contrário. O próprio presidente da República completamente errático, dando declarações e posições que contrariam seu próprio governo, e na área da saúde’’.

MODERAÇÃO
Com estilo de moderação, Tasso Jereissati, na entrevista ao Jornal o Globo, faz uma leitura preocupante sobre o cenário político. ‘’Já está dificultando. Com certeza, essa é a crise mais grave que vivi na minha vida. Eu sempre, dentro do Congresso, trabalhei para que houvesse um esforço conjunto de todos os setores, de todas as instituições, em que as brigas e diferenças fossem deixadas para outro momento. Isso não está acontecendo. Eu tenho muito medo de que isso não seja possível enquanto o presidente tiver esse tipo de comportamento. Se ele continuar assim, estará dando uma demonstração de que não tem entendimento da responsabilidade e da altura do seu cargo’’, acrescentou.

DINHEIRO DO ORÇAMENTO

Tasso voltou a criticar a centralização do poder de decisão do relator do Orçamento da União, deputado federal Domingos Neto (PSD), sobre recursos da ordem de R$ 20 bilhões e defendeu que essas verbas sejam destinadas às ações de combate ao coronavírus. A forma como essa fatia de recursos seria gerenciada abriu a primeira crise política, em 2020, entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

Sobre o destino desse volume tão expressivo de recursos do Orçamento, Tasso é direto: ‘’Aquela famosa e discutida emenda de relator (sobre uma fatia do Orçamento que gerou disputa entre governo e Congresso), tem que dirigir tudo aquilo para a Saúde. O Congresso poderia tomar essa iniciativa. Estamos falando de R$ 20 bilhões das emendas de relator, que não tem mais sentido nenhum. Antes de tudo é preciso que haja uma harmonia. Estamos vivendo uma desarmonia de pensamentos e ações’’, comentou o tucano.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:Cearáagora

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