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Requalificado, Passeio Público atrai frequentadores com programação cultural, gastronomia e segurança
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Para o fortalezense, o Passeio Público é um local de encontros ao ar livre, de descanso em meio à agitação do Centro e de nostalgia. Inaugurada em 1864, é considerada a praça mais antiga da Cidade e é consagrada na memória da população por seu importante valor histórico e afetivo.

Em outubro de 2020, o espaço foi entregue totalmente restaurado depois de efetuado o maior investimento em obras já realizado no local, da ordem de R$ 939.162,22. As mudanças realizadas já impactam positivamente quem passa e quem trabalha no Passeio Público.

O equipamento recebeu melhorias na pavimentação interna e externa, teve seu interior alargado, bem como luminárias e bancos recuperados. Ganhou novo paisagismo, acessibilidade e tratamento de irrigação para a manutenção anual da vegetação.

Além disso, conforme o coordenador do Patrimônio Histórico Cultural da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), Davi Medeiros, o destaque maior das obras foram as restaurações de 14 monumentos, entre estátuas e bustos. Também passou por revitalização a caixa d’água, o quiosque onde funciona o Café Passeio e toda a extensão da mureta que circunda a praça.

Os aperfeiçoamentos foram feitos de acordo com diagnóstico elaborado pela Coordenadoria de Patrimônio Histórico e Cultural da Secultfor, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Davi explica que, por ser um bem tombado nas esferas municipal e federal, qualquer intervenção feita precisa ter o caráter de resgate do original.

“Dessa forma, contamos com o trabalho de restauradores profissionais, desde o início do projeto. Esse olhar técnico fez toda a diferença e foi essencial até a entrega das obras. A estátua da Diana, por exemplo, estava muito descaracterizada, e com o trabalho de restauração praticamente entregamos uma nova, da forma como ela era originalmente, como se tivesse acabado de ser feita”, descreveu.

Para Medeiros, a restauração precisa ser a última ação de conservação realizada em um patrimônio histórico, sendo a manutenção periódica essencial para que não seja necessária a realização deste tipo de trabalho mais meticuloso. “Ações como limpeza e uma pintura qualificada mantêm o espaço por mais tempo e fazem com que as obras perdurem”, completou.

Além da Secultfor, os trabalhos receberam o acompanhamento de órgãos como Secretaria Regional Centro, Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (URBFor), Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Movimento Pró-Árvore.

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