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“Pode dar à vontade”: Flávio Bolsonaro responde a Rico sobre direitos LGBT
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O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), protagonizou uma conversa inusitada com o influenciador Rico, que publicou um vídeo nas redes sociais abordando possíveis ameaças aos direitos da comunidade LGBT em um eventual governo do presidenciável. Durante a entrevista, Rico perguntou diretamente: “Quando você assumir a presidência, você vai caçar os gays, vai perseguir, vai tirar o direito deles?”. Flávio negou qualquer intenção de perseguição e afirmou que respeita a liberdade individual. O momento mais descontraído ocorreu quando Rico questionou se, durante seu governo, as pessoas continuariam tendo liberdade para suas relações íntimas. “Então, no seu governo, ninguém vai ficar sem poder dar o caneco?”, perguntou. “Claro que não, pode dar à vontade”, respondeu Flávio.

A declaração foi acompanhada de uma explicação do candidato sobre o papel do poder público na vida privada dos cidadãos. “Qual é a minha obrigação como homem público e presidente da República? Eu tenho que garantir que você vai dar o seu caneco e não vai ser assaltado no caminho até você chegar no local onde você quer ser feliz”, afirmou. Flávio também aproveitou a conversa para defender propostas relacionadas à segurança pública, à redução de impostos e à recuperação do poder de compra, além de criticar a situação econômica do país sob o governo Lula. Questionado sobre a possibilidade de retirar direitos conquistados pela comunidade LGBT, como o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, o candidato descartou mudanças. “Isso aí ninguém mexe, impossível. A lei está valendo, a lei vai continuar valendo”, declarou.

A entrevista, divulgada por Rico com uma legenda sobre o esclarecimento de supostas fake news, também abordou preocupações relacionadas aos direitos das mulheres. O influenciador relatou questionamentos de seguidoras sobre a possibilidade de perderem garantias, incluindo o direito ao voto, caso Flávio seja eleito. O trecho disponibilizado termina antes da resposta do candidato sobre esse assunto. Em meio à disputa presidencial de 2026, a conversa chama atenção pela linguagem informal utilizada para tratar de questões sensíveis, como direitos civis, liberdade sexual e o posicionamento de Flávio Bolsonaro diante de pautas relacionadas à comunidade LGBT.

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