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Municípios reestruturam escolas da rede pública para o início do ano letivo
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Após um ano letivo sem precedente na história, com ensino remoto se estendendo por quase dez meses devido à pandemia do novo coronavírus, as escolas da rede municipal se preparam para o ano letivo de 2021 que, embora vislumbre progressão na metodologia de ensino, deva iniciar em sua grande maioria tal qual acabou o ano passado: com aulas virtuais.

O presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, explica que cada município tem autonomia para definir o modelo a ser adotado, no entanto, ressalta que o órgão tem debatido conjuntamente com todos os gestores para uma definição homogênea.

“Estamos ouvindo os gestores e pedindo que eles tracem planos. A princípio, a ideia lançada é que nos três primeiros meses o ensino seja virtual, os dois seguintes de forma mista e, o segundo semestre, de forma presencial”, detalhou a estratégia Nilson Diniz.

O presidente do órgão antecipou que nos próximos dias terá uma reunião com a Secretaria da Educação (Seduc) do Estado e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/CE). O objetivo é que o modelo nas redes municipal e estadual possam caminhar em consonância.

Organização

Em Sobral, município da região Norte com quase 34 mil alunos na rede pública, o secretário da Educação, Herbert Lima Vasconcelos, conta que foi elaborado um plano de retomada das atividades e, em conjunto com as diretrizes do decreto estadual, será decidido até o próximo dia 18 se as aulas, previstas para iniciarem em 1º de fevereiro, serão no modelo híbrido ou remoto. Os pais ou responsáveis estão sendo consultados, no ato da matricula, sobre a aprovação, ou não, da volta presencial dos alunos.

Herbert ressalta ainda que todas as 65 escolas da rede municipal estão sendo preparadas para receberem os estudantes. Intervenções como abertura de janelas, aquisição de materiais de limpeza e demais produtos para o combate e prevenção à Covid-19, compra de EPIs e distanciamento entre as cadeiras estão sendo realizadas.

“Também estamos realizando testagem em massa de todos os profissionais das escolas municipais antes do retorno às atividades presenciais e vamos estabelecer rotinas de higienização constantes de alunos e professores das unidades de ensino”, detalhou o secretário.

O valor médio gasto pela Secretaria da Educação de Sobral para realizar a reestruturação é de R$ 800 mil. O município conta ainda com verba federal de R$ 1,1 milhão, oriunda do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O recurso também será aplicado na compra de materiais, equipamentos, melhoria da conectividade e acesso à internet e reforma nas escolas.

Em Quixadá, maior cidade do Sertão Central, serão quase 12 mil estudantes matriculados nas 58 unidades de ensino. A secretária da Educação do Município, Verúzia Jardim, disse que as aulas estão previstas para terem início de forma remota, podendo progredir para o ensino híbrido, de acordo com os dados fornecidos pela Secretaria Municipal da Saúde e pelo Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19 (CEEC) de Quixadá. O ano letivo começa em 1º de fevereiro.

“As aulas presenciais deverão ocorrer de forma escalonada. Para isso, os estudantes serão divididos em grupos, que farão revezamento, permanecendo por uma semana em aulas presenciais e por uma semana em aulas remotas. A data de retorno presencial será definida em consonância com o CEEC e ocorrerá de forma gradual, seguindo o protocolo de segurança, respeitando- se a legislação e a imunização da população através de vacina”, ilustrou Verúzia.

Quanto às reformas previstas, a Secretaria da Educação informou, em nota, que “está em fase de conferência, através dos núcleos gestores das escolas, para conhecer a real situação física da rede e saber o que será necessário investir na reestruturação”.

Em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, o período de matrículas na rede municipal se estende até o próximo dia 22 de janeiro. Em nota, a Secretaria da Educação do maior município do interior cearense disse que “o calendário escolar de 2021 está em processo de análise, não tendo data definida para o início das aulas, que, a princípio, continuarão remotamente”. Ao todo, Juazeiro conta com 92 escolas e tem cerca de 33 mil alunos.

A titular da Pasta, Pargentina Jardim, pontuou que estão em fase de “verificação” possíveis reformas e intervenções para adaptar as escolas para um possível retorno presencial das aulas. “A equipe de Engenharia está realizando vistorias iniciais e análises para que possamos tomar conhecimento de todas essas questões que envolvem estrutura física”.

Por enquanto, os estudantes têm acesso a uma plataforma de estudo online, disponível no site da Prefeitura, o “Educação Padre Cícero.

“Neste primeiro momento, as aulas continuarão remotas, mas haverá uma avaliação com professores e alunos para saber como foi o funcionamento do formato e as melhorias que precisam ser feitas”, concluiu.

Na cidade de Iguatu, polo da região Centro-Sul do Estado, também ainda não há data para início do ano letivo. “Estamos planejando e é uma decisão que precisa ser coletiva”, explicou o titular da pasta, Pablo Neves. A coletividade à qual se refere harmoniza com a proposta do presidente da Aprece, Nilson Diniz.

Em Iguatu, o Plano Municipal de Retorno das Atividades Escolares também definiu quanto à reestruturação nas unidades. “As escolas estão passando por adequações necessárias para atender os protocolos sanitários, como instalação de lavatórios, de tapetes sanitizantes e abertura de janelas”, elencou Neves.

Ao todo, a cidade conta com 40 unidades e cerca de 11 mil alunos. A Secretaria não informou o montante investido nas obras reestruturastes e nem detalhou se está havendo compra de materiais de limpeza e EPIs. Pablo ressaltou, porém, que o modelo a ser adotado no início das atividades continuará a ser o remoto.

Para Diniz, a proposta de iniciar de forma presencial somente no segundo semestre daria tempo aos gestores finalizarem essas obras. “O objetivo é avançar lentamente, garantindo a segurança de todos”, concluiu Nilson.

Fonte: Diário do Nordeste

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