
O partido criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) fará sua estreia nas eleições de 2026 sob forte pressão do sistema eleitoral brasileiro. A legenda, batizada de Missão, é presidida por Renan Santos e nasce em um ambiente de regras mais rígidas, no qual a sobrevivência política depende diretamente do desempenho nas urnas.
Registrado no Tribunal Superior Eleitoral, o partido do MBL terá que enfrentar já em sua primeira eleição nacional a cláusula de barreira. Pela legislação vigente, a Missão precisará alcançar ao menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em um terço dos estados, ou eleger no mínimo 13 deputados federais para ter acesso ao fundo partidário, ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda gratuita.
O desafio é considerado elevado para uma sigla recém-criada, sem estrutura partidária consolidada nos estados e sem histórico eleitoral. Caso não atinja os critérios exigidos, o partido ficará fora dos recursos públicos e perderá espaço institucional, o que dificulta sua competitividade e capacidade de articulação no Congresso Nacional.
Sob a presidência de Renan Santos, a estratégia da Missão aposta fortemente na mobilização digital, no engajamento de militantes e em candidaturas com discurso ideológico definido, alinhado à agenda liberal-conservadora do MBL. A direção do partido também sinaliza que pretende compensar a limitação de recursos com doações privadas e ativismo político de base.
Nos bastidores, analistas avaliam que o desempenho da Missão em 2026 será um teste decisivo para o projeto político do MBL. Superar a cláusula de barreira pode consolidar o partido como uma nova força no campo da direita brasileira. Um resultado abaixo do esperado, por outro lado, pode empurrar a legenda para a marginalidade institucional logo em sua estreia eleitoral.

