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O PRTB protocolou neste sábado (15) o pedido de registro da candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República. A mudança na chapa ocorreu após uma liminar autorizar Marçal a deixar o União Brasil e retornar ao PRTB. Leonardo Avalanche, presidente nacional da legenda e escolhido em convenção no fim de julho para disputar a Presidência, passou à condição de candidato a vice. Segundo o partido, Avalanche vinha articulando nos bastidores a entrada de Marçal. A legenda informou ainda que a filiação foi assinada em 4 de abril de 2026 e deferida pela direção nacional. A decisão judicial permite, provisoriamente, que a filiação atenda às exigências para o pedido de registro, que ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. Ao comentar a movimentação, Marçal afirmou apenas: “O Senhor proverá”.
O principal impasse está na situação jurídica do candidato. Marçal permanece inelegível até 2032. Em 5 de agosto, após o processo retornar à pauta depois de um pedido de vista, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou por unanimidade os embargos apresentados pela defesa e preservou o acórdão de dezembro de 2025. Naquele julgamento, por 4 votos a 3, a Corte manteve a condenação relacionada ao chamado “campeonato de cortes”, estratégia na qual colaboradores eram incentivados a produzir e disseminar vídeos nas redes sociais durante a campanha de 2024. O TRE-SP também aplicou multa de R$ 420 mil. A condenação mantém Marçal inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, mas ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As ações foram apresentadas pelo PSB, pelo Ministério Público Eleitoral e pela vereadora Silvia Ferraro (PSOL/Rede).
Mesmo diante do cenário jurídico, o PRTB aposta na repercussão da nova composição da chapa, denominada “Brasil Próspero”, e afirmou que a propaganda eleitoral poderá começar neste domingo (16), inclusive na internet. Em nota, os advogados Rafael Carneiro e Felipe Corrêa, representantes do PSB, avaliaram que a decisão do TRE-SP preserva a integridade e o equilíbrio do processo eleitoral e reforça a necessidade de respeito às regras da disputa. A candidatura de Marçal, entretanto, ainda terá seu registro analisado pela Justiça Eleitoral, enquanto a decisão sobre sua inelegibilidade poderá chegar ao TSE.
Fonte: g1.com

