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Hub de Hidrogênio Verde: “Ceará como um polo forte e engajado na transição energética”, afirma governadora Izolda Cela
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O Governo do Ceará deu mais um passo histórico para garantir desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida dos cearenses. A governadora Izolda Cela assinou, na manhã desta quarta-feira (15), o pré-contrato com a multinacional australiana Fortescue Metals Group para concretizar o Hub de Hidrogênio Verde no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em São Gonçalo do Amarante.

A assinatura ocorreu na sede do Complexo do Pecém, com a presença do gerente de desenvolvimento de Negócios da Fortescue Future Industries (FFI Brasil), Luís Viga; do gerente de Portfólio de Projetos FFI na América Latina, Sebastian Otero; do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior; do presidente do Complexo do Pecém, Danilo Serpa; do presidente da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, Eduardo Neves; do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão, e de outras autoridades, entre gestores públicos e executivos da iniciativa privada.

Com isso, Estado e Fortescue, líder global na indústria de minério de ferro, vão atuar em cooperação mútua para viabilizar a implantação da primeira usina de H2V no Pecém, além de fomentar a cadeia produtiva da energia no estado.

“Esse movimento foi liderado na gestão do governador Camilo Santana, e firma o Ceará como um polo forte e engajado nesse momento de transição energética, com o nosso potencial de natureza, mas também o institucional. Para o Ceará avançar fortemente no desenvolvimento pautado no compromisso com as pessoas. E o Brasil só tem salvação se o Nordeste continuar sua rota de desenvolvimento”, defendeu Izolda Cela.

Acompanharam a assinatura de forma virtual, Agustin Pichot, CEO da FFI na América Latina; Sebastian Delgui, regional de Assuntos Governamentais; e Ines Kalbermatten, coordenadora de Comunicação.

“Tenho o prazer de anunciar este novo marco em nosso trabalho no Brasil junto com o Governo do Ceará e as autoridades do Porto de Pecém. Este pré-contrato é o resultado do trabalho que temos feito nos últimos meses e nos permitirá continuar avançando nos estudos de pré-viabilidade para o desenvolvimento do nosso projeto de hidrogênio verde. Desta forma, reafirmamos nosso compromisso de colaborar com as ambições de descarbonização do Brasil e do mundo. Para as indústrias do futuro da Fortescue, é vital que nos engajemos cedo, de forma aberta e transparente com as comunidades. Nesse sentido, nos últimos meses, começamos a aprofundar nosso conhecimento sobre a região, suas comunidades e sua biodiversidade através de estudos de impacto ambiental e social. A assinatura deste pré-contrato é a consolidação do progresso do projeto e nos aproxima da possibilidade de desenvolver a indústria do hidrogênio verde no Brasil e na região”, disse Agustín Pichot, CEO da Fortescue Future Industries Latin America.

Com pré-contrato assinado, a multinacional prevê realizar as seguintes ações: estudar e procurar identificar oportunidades viáveis para a produção de hidrogênio verde; envidar seus melhores esforços para colaborar com as universidades locais para desenvolver programas de pesquisa para promover tecnologias relacionadas ao hidrogênio; preferencialmente, capacitar e contratar mão de obra local; contratar serviços e produtos de empresas e fornecedores locais, de preferência.

H2V: o combustível do futuro

O Hidrogênio Verde se apresenta como a energia mais limpa para diminuir a emissão de carbono e, assim, garantir um futuro sustentável para o planeta. De acordo com o estudo “Scaling Up”, do Hydrogen Council, até 2050 o H2V representará 18% de toda a energia consumida em todo o mundo.

Nesse sentido, o Governo do Ceará criou, em fevereiro de 2021, o Hub de Hidrogênio Verde, numa ação em parceria com a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Complexo do Pecém. Até o momento, o Estado já assinou 18 memorandos de cooperação, todos com o objetivo de produzir e exportar hidrogênio verde.

A Fortescue assinou, em julho de 2021, um memorando de entendimento para implantação de uma usina de Hidrogênio Verde no Pecém. “Foi uma longa jornada em relação a esse pré-contrato, que é muito robusto e vai nos dar autorização para investir mais ainda. Esse é um dos maiores projetos de Hidrogênio Verde do mundo, e um dos primeiros também. Como brasileiro estou muito orgulhoso em trazer isso para o Ceará, que tem nas pessoas o seu diferencial competitivo e atrativo”, destacou Luís Viga, gerente de desenvolvimento de Negócios da FFI Brasil.

O titular da Sedet ressaltou como esse novo passo representa uma quebra de barreira no processo de transformação da economia cearense. “Uma facilidade maior, porque a amplitude de negociação com uma empresa global como essa facilita o caminho das outras”, disse Maia Júnior.

“Estamos dando hoje um passo muito importante para viabilizar o Hub de Hidrogênio Verde do Complexo do Pecém. A assinatura desse pré-contrato com a Fortescue é a mais clara demonstração de confiança nesse projeto. Assim, o Pecém reafirma seu protagonismo no desenvolvimento da cadeia produtiva do hidrogênio verde no Brasil e na América Latina. É um projeto que ganha visibilidade mundial, pois teremos aqui produção de hidrogênio verde em larga escala”, celebrou Danilo Serpa, presidente do Complexo do Pecém.

“O dia de hoje, protagonizado pela governadora Izolda, é de muita alegria para o nosso Estado, para o Complexo do Pecém e, especialmente, para a ZPE Ceará, principalmente porque marca mais uma etapa de desenvolvimento do nosso Setor 2, recentemente inaugurado pelo ex-governador Camilo Santana. Com esse pré-contrato, abrimos um caminho sólido para a consolidação da expansão da ZPE Ceará com algo inovador, que é o Hidrogênio Verde. Isso destaca, ainda mais, a importância da ZPE para o Ceará e para o Complexo do Pecém, que é um grande diferencial competitivo na atração de grandes investimentos como instrumento de desenvolvimento econômico para o nosso Estado”, enfatiza Eduardo Neves, presidente da ZPE Ceará.

“Nós nunca chegamos a um ponto como esse, que faz parte de um processo que ajuda não só o Ceará, mas o planeta. O Ceará está dando o exemplo de não só se procurar com educação e saúde, mas também com meio ambiente. Isso vai fazer toda a diferença. Nós iremos mudar, sim, a condição socioeconômica dos cearenses. As pessoas vão morar em seus locais e trabalhar com energia limpa, tendo emprego e dignidade”, reforçou Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec.

A expectativa é que a Fortescue Future Industries (FFI), subsidiária da mineradora australiana, exporte H2V para a Europa, América do Norte e outras partes.

Porto de oportunidades

Inaugurado em 2002, o Porto do Pecém se caracteriza como um terminal multicargas por movimentar granéis sólidos, granéis líquidos, contêineres e cargas em geral nos 10 berços que possui. Estrutura que o consolidou como Hub Portuário, conectado por sete linhas de cabotagem e três de longo curso.

O porto integra o Complexo do Pecém (CIPP S/A), um empreendimento conjunto formado pelo Governo do Ceará e pelo Porto de Roterdã, o maior da Europa. O Complexo é composto ainda por uma área industrial e pela Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará.

Presentes

Na ocasião, estiveram presentes Célio Fernando Bezerra Melo, secretário-executivo de Regionalização e Modernização da Casa Civil; Cândido de Albuquerque, reitor da Universidade Federal do Ceará; José Wally Mendonça Menezes, reitor do Instituto Federal do Ceará; Hidelbrando dos Santos Soares, reitor Universidade Estadual do Ceará (Uece); Carlos Aberto Mendes, superintendente da Estadual do Meio Ambiente (Semace); Cornelis Hulst, vice-presidente de operações do Complexo do Pecém; George Braga, vice-presidente financeiro do Complexo do Pecém; Antônio Carlos Costa, presidente do Settaport; e outras autoridades, entre gestores públicos e executivos da Fortescue e do Complexo do Pecém.

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