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Governo do Ceará fortalece ações de educação voltadas à infância
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A formação bem-sucedida de um estudante ao longo da educação básica depende não apenas de uma boa preparação intelectual durante os anos do Ensino Médio, período que antecede a entrada na universidade e no mundo profissional. Compreendendo esta necessidade, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), busca fortalecer também as ações direcionadas à infância, no Ensino Fundamental e na Educação Infantil, em parceria com os 184 municípios cearenses. Neste sábado (21), comemora-se o Dia Mundial da Infância, momento propício para refletir sobre os bons resultados obtidos com as políticas estaduais e reafirmar o compromisso da gestão em desenvolver a educação dos cearenses, em todas as suas etapas.

As iniciativas contemplam tanto o aspecto da infraestrutura, provendo espaços apropriados para a aprendizagem das crianças, como o investimento em capital humano, realizando formações para o constante aperfeiçoamento de educadores.

O governador Camilo Santana anunciou, em 2015, a construção de 105 Centros de Educação Infantil (CEI), em colaboração com os municípios. O investimento total nesta ação, envolvendo a construção e a equipagem das unidades, chega a R$ 118 milhões. Até o momento, 50 Centros já foram entregues à população cearense, sendo 41 pela Secretaria da Educação e outros nove pela Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos humanos (SPS).

Confiança

A análise dos pais em relação aos CEIs traduz satisfação e confiança ao ver os filhos acolhidos em instituições adequadas para o seu crescimento saudável. A publicitária Tamires da Silva é mãe de Cauã e Áyla, respectivamente com 2 anos e 8 meses. Ela diz perceber evolução no comportamento e na sociabilidade de ambos, desde que passaram a frequentar o CEI Terezinha Campina Braúna, inaugurado em 10 de fevereiro passado, em Eusébio.

“Pelo que tenho visto, me sinto tranquila. Meu filho tinha dificuldade de se comunicar, por não ter outras crianças para interagir. Quando passou a frequentar o CEI aprendeu a falar, em vez de gritar, e a dizer o que está querendo. Também aprendeu a esperar e a atender aos pais, porque agora compreende melhor o mundo. E a minha bebê, também, eu vejo que gosta de estar aqui. As tias preparam atividades próprias para a idade dela”, avalia Tamires.

O técnico mecânico Fábio de Sousa atualmente está desempregado e optou por transferir o filho Lucas, de três anos, de uma creche particular para o CEI de Eusébio. “Jamais imaginei que uma coisa pública fosse tão legal. Me surpreendi com o que vi aqui. Estou infinitamente satisfeito com o aprendizado do meu filho, com o cuidado das professoras. Aqui não deixa a desejar em nada em relação às particulares, pelo contrário”, ressalta.

Gerlândia Almeida, professora do Infantil III e responsável por atividades no berçário na mesma instituição, é também mãe do Daniel, de 2 anos. Ela se considera realizada tanto enquanto profissional, como por ter o filho matriculado no Centro. “Estou muito feliz por ser mãe de um aluno daqui e por trabalhar aqui. É uma estrutura de primeiro mundo, com profissionais muito capacitados”, frisa Gerlândia.

Formação

A Célula de Apoio e Desenvolvimento da Educação Infantil da Seduc promove a formação continuada de gestores, professores e demais profissionais desta área. As ações são implementadas como estratégia do Programa Mais Infância Ceará. É feito o planejamento, a realização e o acompanhamento das capacitações, além da confecção de material pedagógico e de atividades promovidas em parceria com as famílias.

Padin

Em outra frente, a Coordenadoria de Cooperação com os Municípios da Seduc criou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin), dentro de uma concepção de gestão voltada para o desenvolvimento social, com planejamento elaborado e executado por meio de ações articuladas de promoção da criança enquanto sujeito de direitos.

O Padin tem como objetivo principal o fortalecimento do vínculo familiar, de modo a garantir o bem-estar físico, emocional, social e cultural, a linguagem, o desenvolvimento cognitivo, as habilidades de comunicação e os conhecimentos gerais das crianças de 0 a 3 anos de idade. Da mesma forma, ocorre a formação de professores para cuidar e educar de maneira a contribuir para a diminuição das desigualdades sociais na primeira infância.

São realizadas visitas domiciliares e encontros comunitários para o acompanhamento e a orientação dos pais e cuidadores (pessoas que passam mais tempo com a criança – por exemplo, irmãos, tios ou avós). As visitas domiciliares são feitas por professores denominados Agentes de Desenvolvimento Infantil e pelos supervisores, de acordo com a idade e o nível de desenvolvimento da criança.

Materiais

O secretário executivo de Cooperação com os Municípios da Seduc, Márcio Brito, destaca ainda iniciativas como a estruturação de materiais de apoio aos professores, com conteúdos e rotinas a serem trabalhados em sala de aula. Márcio também ressalta o papel da coleção Paic Prosa e Poesia na promoção da leitura e do letramento entre os estudantes, com a valorização de escritores locais.

“O grande objetivo disso tudo é que tenhamos crianças mais saudáveis física e psicologicamente. Queremos possibilitar às famílias ampliar a educação e o leque de oportunidades de vivências das crianças. No âmbito da educação, procuramos fazer com que tenham a possibilidade de aumentar seu potencial de aprendizagem, com os estímulos apropriados, para aprender a ler, a escrever, a raciocinar, resolver problemas e descobrir o mundo”, explica.

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