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FIEC e SEBRAE lançam Programa Ceará Sustentável na Feira da Indústria para apoiar micro e pequenas empresas em estratégias de sustentabilidade
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Fotos: Eri Nunes

A agenda da sustentabilidade como vetor de competitividade para a indústria cearense ganhou um novo impulso com o lançamento do Programa Ceará Sustentável, apresentado durante a Feira da Indústria FIEC, no Centro de Eventos do Ceará. A iniciativa foi anunciada no painel “Sustentabilidade, Inovação e Competitividade: A Agenda do Futuro da Indústria Cearense”, reunindo especialistas para discutir desafios e oportunidades da transição para modelos produtivos mais sustentáveis.

Desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC, por meio do Observatório da Indústria Ceará, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o programa conta ainda com apoio do Pacto Global da ONU – Rede Brasil e do Hub ODS Ceará. A proposta é apoiar empresas que desejam estruturar ou ampliar suas estratégias de sustentabilidade, oferecendo diagnósticos técnicos e acompanhamento ao longo da implementação de práticas alinhadas aos princípios ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organizações das Nações Unidas (ONU).

A mediação do painel ficou a cargo do economista-chefe do Sistema FIEC e gerente do Observatório da Indústria Ceará, Guilherme Muchale, que apresentou os objetivos da iniciativa. Segundo ele, o projeto foi estruturado de forma colaborativa e busca fortalecer a agenda de sustentabilidade e de desenvolvimento alinhado aos ODS no setor produtivo cearense, especialmente entre empresas de menor porte.

“A ideia é fortalecer a agenda da sustentabilidade e aproximar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do setor industrial, sobretudo das micro e pequenas empresas, que muitas vezes não conseguem implementar essas iniciativas sozinhas. Com o apoio da FIEC, do Sebrae e dos demais parceiros, buscamos acelerar esse processo”, afirmou.

Voltado prioritariamente para micro e pequenas empresas com sede no Ceará, o programa busca fortalecer a incorporação da agenda de sustentabilidade na gestão empresarial, ampliando a capacidade das organizações de responder às novas exigências do mercado e de gerar valor econômico associado à responsabilidade socioambiental.

Três frentes para acelerar a sustentabilidade na indústria

A iniciativa está estruturada em três frentes de atuação. A primeira é dedicada à agenda ESG e apoiará empresas industriais interessadas em avançar na jornada de certificação e reconhecimento de boas práticas ambientais, sociais e de governança. A segunda aborda a economia circular, com diagnósticos e planos de ação voltados à redução de resíduos, ao reaproveitamento de materiais e à melhoria da eficiência produtiva. Já a terceira linha é direcionada ao fortalecimento de negócios industriais com soluções de impacto socioambiental positivo.

A primeira frente do programa foi detalhada pela coordenadora do Núcleo ESG da FIEC, Alciléia Farias, que destacou que a iniciativa amplia um trabalho já desenvolvido pela instituição para fortalecer essa agenda na indústria cearense. Segundo ela, o tema deixou de ser tratado apenas como uma pauta ambiental e passou a integrar diretamente a estratégia de competitividade das empresas. “Quando tratamos ESG olhando para o negócio, buscamos reduzir custos, melhorar resultados e fortalecer a governança”, explicou.

Alciléia também ressaltou que grandes empresas vêm ampliando a exigência de práticas sustentáveis ao longo de suas cadeias produtivas, o que reforça a importância de preparar fornecedores e parceiros industriais para esse novo cenário.

“Entre os benefícios do programa está a elaboração de um plano de ação. Vamos ajudar as empresas a estruturar um plano de trabalho organizado, com diretrizes claras para avançar na agenda ESG”, afirmou.

Economia circular como estratégia de eficiência produtiva

A segunda frente da iniciativa, dedicada à economia circular, foi apresentada pela cofundadora da YBY Soluções, Rebeca Wermont, que destacou o foco do programa em apoiar diretamente micro e pequenas indústrias na identificação de gargalos operacionais e oportunidades de melhoria.

“O objetivo é apoiar 25 micro e pequenas indústrias, entendendo seus gargalos operacionais e implantando uma agenda consolidada até o final deste ano, com metas bem definidas para um acompanhamento robusto da circularidade”, afirmou.

Segundo ela, o programa inclui análise do fluxo de materiais, identificação de perdas produtivas e elaboração de um plano de implementação com soluções práticas. “A sustentabilidade também está ligada ao quanto conseguimos economizar dentro da cadeia produtiva e ao quanto reinvestimos em sistemas mais inteligentes”, acrescentou.

Rebeca também ressaltou que a iniciativa busca incentivar uma transição mais ampla no modelo produtivo das empresas. “O objetivo central é oferecer fomento para que as empresas transitem rumo a uma economia que seja realmente justa, inclusiva e regenerativa, visando não apenas a longevidade das marcas, mas a preservação do planeta”, destacou.

Fortalecimento de negócios de impacto

A terceira frente do programa foi apresentada pela coordenadora da Coalizão pelo Impacto, Carla Esmeraldo, que ressaltou o caráter inovador do edital lançado no Ceará. Segundo ela, a iniciativa é pioneira dentro do sistema indústria brasileiro. “Ficamos muito felizes em contribuir com esse edital, que é pioneiro no sistema indústria do Brasil. A expectativa é que essa experiência possa ser multiplicada por outras federações”, afirmou.

Ela frisou ainda que o Ceará já integra o sistema nacional de economia de impacto, articulando esforços entre setor público e iniciativa privada para fortalecer negócios com impacto socioambiental.

Uma das linhas do projeto, disse, será voltada à expansão comercial de empresas industriais que já desenvolvem soluções sustentáveis. “Pensamos em uma linha específica para fortalecer a estratégia comercial de cinco negócios industriais com soluções de impacto positivo, ampliando acesso a mercado, geração de receita e conexões comerciais”, explicou.

Além do suporte técnico, o programa prevê capacitações, diagnósticos de maturidade e a elaboração de planos de ação personalizados, adaptados à realidade de cada empresa participante. As atividades incluem ainda acompanhamento técnico para implementação das práticas recomendadas e monitoramento dos resultados ao longo do processo.

As inscrições para o edital do programa estão abertas entre 16 e 31 de março de 2026, pelo link https://forms.gle/7BnxVaDMpXEHTMf98. Em seguida, ocorrerá a análise documental das candidaturas entre 1º e 5 de abril, com divulgação das empresas selecionadas prevista para 6 de abril. A etapa final será a assinatura dos termos de adesão pelas empresas participantes, programada para o período de 8 a 10 de abril. Para acessar o edital completo clique aqui.

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