A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) foi uma das instituições convidadas, e citada com destaque no evento, para o lançamento da Agenda Estratégica 2026 da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), realizado na última terça-feira (17/03), na Câmara dos Deputados. A iniciativa propõe prioridades na agenda de políticas voltadas ao fortalecimento de cadeias como hidrogênio verde (H2V), amônia, metanol e fertilizantes verdes, além de propor medidas para incentivar a transição energética e a industrialização de baixo carbono no Brasil.
Representando o Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o Gerente de Desenvolvimento Sustentável da federação, Joaquim Rolim, esteve presente no evento, que reuniu lideranças da indústria e do setor público, autoridades e especialistas em Brasília, no salão nobre da Câmara dos Deputados.
A agenda está estruturada em cinco eixos: marco legal, indução de demanda, setor elétrico, financiamento e comércio exterior. O documento defende a regulamentação de incentivos que priorizem projetos de produção de H2V com maior capacidade para formação de cadeias e hubs. Outro ponto é a criação de mecanismos para financiar a adaptação de unidades industriais e a conversão tecnológica para o consumo de hidrogênio verde.
Segundo Joaquim Rolim, a Agenda Estratégica da ABIHV apresenta importantes projeções relacionadas aos 13 projetos mais avançados para produção de H2V no Brasil, sendo mais da metade localizados no Ceará. As iniciativas devem agregar R$ 53 bilhões em investimentos, com impacto de R$ 120 bilhões no PIB do país e a criação de 39 mil empregos, afirma o Gerente de Desenvolvimento Sustentável da FIEC.
“Também constam recomendações para a indução da demanda, tão necessária por se tratar da adoção de uma nova fronteira energética, e também para diversificação das fontes de energia no mundo, que passa por grandes riscos na cadeia de suprimento devido aos conflitos no Golfo Pérsico. Pudemos perceber no evento a relevância que é dada, em nível nacional, para as contribuições da FIEC, sob a liderança do presidente Ricardo Cavalcante, no desenvolvimento do hidrogênio verde”, acrescentou.
Na cerimônia de lançamento, a Diretora-executiva da ABIHV, Fernanda Delgado, afirmou que o hidrogênio verde tem papel estratégico para descarbonização de setores-chave da economia nacional. Diante do potencial brasileiro para a produção do combustível verde, ela destacou que o país tem uma grande oportunidade de se reposicionar no mercado global
A elaboração do documento da ABIHV contou com apoio do Deputado Federal Arnaldo Jardim. O parlamentar ressaltou que o Congresso Nacional precisa estar conectado à agenda da transição energética, garantindo segurança jurídica e previsibilidade para atrair investimentos.
O Deputado Federal Cearense Luiz Gastão, em nome da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, reiterou a necessidade de colaboração para consolidação do ambiente regulatório com foco no avanço do setor.
Também presente no evento, o Deputado Federal Leônidas Cristino pontuou que o Nordeste possui condições únicas para liderar a transição energética e se tornar polo estratégico para o desenvolvimento da indústria.
Luis Viga, CEO da Fortescue no Brasil e Presidente do Conselho da ABIHV, reforçou a necessidade de avançar na regulamentação para que os projetos existentes hoje evoluam.
A solenidade ainda contou com as presenças do Gerente de Transformação Ecológica da BAHIAINVESTE – Empresa Baiana de Ativos, Roberto Fortuna; do Diretor de Projetos da EE Metanol do Brasil, Alexandre Groszmann; do CEO da Atlas Agro, Lieven Cooreman; e do Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto.

