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Com apoio da FIEC, Prefeitura faz pesquisa para avaliar Covid-19 em Fortaleza
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A Prefeitura de Fortaleza está realizando, desde o dia 2/6, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Ceará (Sesa), um estudo científico sobre o impacto do coronavírus na capital cearense. Estão sendo coletados materiais de análise com 9.900 testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19, que serão colhidos em domicílio. A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) ajudou a adquirir os testes, com recursos da campanha Salvando Vidas Covid -19, que arrecadou R$12 milhões.

De acordo com a gerente de operações da FIEC, Paula Ângela, essa pesquisa foi uma das decisões mais assertivas e estratégicas do Governo do Estado, apoiada pela FIEC. “Vai permitir um diagnóstico da epidemia no nosso estado,  vai dar mais segurança ao governo para nortear decisões, principalmente nesse momento em que as indústrias estão retomando atividades, em que é preciso ter muita cautela e muita segurança nessa retomada”, analisa.

Esta será a maior pesquisa já feita no país para avaliação do quadro da Covid-19 em uma cidade brasileira com o objetivo de orientar as políticas públicas de prevenção e combate à doença.

Com a pesquisa, os profissionais vão estimar o percentual de fortalezenses com anticorpos para o novo coronavírus, o que vai permitir estimar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas, além de obter cálculos mais precisos da letalidade da doença e analisar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo.

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais no dia 1/6, o prefeito Roberto Cláudio elencou os benefícios estimados por meio da iniciativa. “Além de identificar os grupos que já desenvolveram os anticorpos, a medida auxiliará na identificação daqueles ainda passíveis à contaminação pelo novo coronavírus. Essa política é central para orientar condutas preventivas e assistenciais, além de nortear o processo lento e gradual das atividades cotidianas”, explicou.

Para a secretária de Saúde de Fortaleza, Joana Maciel, a pesquisa será fundamental para definir os próximos passos no enfrentamento à Covid-19. “Esse trabalho se reveste de extrema importância, principalmente nesse momento em que nós estamos na epidemia, porque no próprio instante os resultados vão nos mostrar a nossa taxa de ataque. O que quer dizer o percentual da população que já está imunizada. Isso vai fazer com que a gente possa ser orientado para as próximas medidas. Como é que a gente vai fazer a nossa retomada das atividades, como é que a gente vai se comportar enquanto sociedade e como vai atuar o nosso sistema de saúde daqui por diante”, comentou a secretária.

O projeto terá a coordenação operacional do Instituto Opnus de Pesquisa e Opinião e a aplicação dos testes rápidos será dividida em três fases. Em cada uma, serão feitos 3.300 testes nos próprios domicílios, distribuídos em 39 bairros da Cidade. Os domicílios serão selecionados de forma sistemática e o morador será sorteado aleatoriamente entre os residentes. No caso dos menores de idade e incapazes, os testes serão feitos mediante autorização dos pais ou responsável.

A primeira fase da pesquisa com coleta teve início na terça-feira (2/6). As coletas são realizadas por enfermeiros da SMS, com apoio de campo de Agentes Comunitários de Saúde e supervisores do Instituto Opnus. Como medida de segurança, todos os profissionais utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e adotam os protocolos recomendados pelos órgãos de saúde a fim de não expor a população e os profissionais ao risco de contágio.

Sobre o teste
Está sendo realizado o teste rápido, que se trata de uma simples picada na ponta do dedo, coletando uma gota de sangue e em 15 minutos o resultado já estará disponível. Durante esse tempo, é aplicado o questionário com informações de sexo, idade, escolaridade, bem como sobre condições de saúde e possíveis sintomas que o morador tenha sentido recentemente.

A 1ª fase de coleta acontece de 2 a 12/6, com realização de 3.300 testes. De 25/6 a 5/7 serão realizados mais 3.300 testes e a terceira fase está prevista para 16 a 26/7 de 2020, com aplicação de 3.300 testes.

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