
programação teve início com café da manhã e momento de integração entre os participantes, seguida da abertura institucional conduzida pela gerente do CIN e presidente do Conselho de Relações Internacionais da FIEC, Karina Frota. Na sequência, especialistas abordaram temas centrais relacionados ao comércio bilateral, aos desafios da importação e às estratégias para ampliar negócios com a China.
Na manhã da última quarta-feira (5/2), o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a Câmara Chinesa de Comércio do Brasil, realizou o evento “Oportunidades de Negócios Brasil–China: Panorama 2026”. A iniciativa reuniu empresários, empreendedores e profissionais interessados em compreender, de forma prática, as tendências e estratégias para ampliar relações comerciais com o mercado chinês.

O encontro teve como objetivo apresentar um panorama qualificado do cenário econômico e comercial entre Brasil e China para os próximos anos, além de promover um ambiente estratégico de networking e o fortalecimento de parcerias entre empresas dos dois países.
Participaram dos painéis Amanda D’Ávila, representante da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil; Vanessa Holanda, da Comexjus; e Gabriela Marcondes, da NT Cargo, que compartilharam análises sobre o ambiente regulatório, logístico e comercial, além de orientações práticas para empresas interessadas em internacionalizar suas operações.
Durante sua fala, Karina Frota destacou o papel estratégico do CIN no apoio à indústria cearense. “Nosso objetivo, no âmbito internacional da Federação, é apresentar oportunidades concretas para a indústria local e apoiá-la em sua inserção internacional, seja por meio da exportação ou da importação como estratégia competitiva”, afirmou.

A gestora também ressaltou a ampliação da atuação do CIN nos últimos anos. “Ao assumir a presidência da FIEC, o presidente Ricardo Cavalcante nos lançou o desafio de fortalecer o apoio ao empresário que utiliza a importação de matérias-primas e insumos não produzidos localmente como parte essencial do seu processo produtivo. Fomos a primeira federação da indústria do Brasil a instituir, no âmbito da presidência, uma área dedicada à importação, ampliando o alcance do Centro Internacional de Negócios”, destacou.
Segundo Karina, o CIN está atualmente preparado para apoiar empresas em todas as etapas do processo de internacionalização. “Hoje, o Centro Internacional de Negócios está totalmente apto a apoiar a indústria e os empresários que desejam expandir suas operações internacionais, tanto pela via da exportação quanto da importação”, completou.
A programação incluiu ainda a apresentação de um case de sucesso conduzido por Rufino Neto, da Prohospital, que compartilhou a experiência da empresa na importação de produtos do mercado chinês. “Nossa trajetória de 47 anos no setor de saúde nos permitiu compreender profundamente as demandas do mercado. Importamos da China itens como cadeiras de rodas, muletas e aparelhos de pressão, produtos de alta rotatividade em nossas lojas, além de produtos de limpeza com preços competitivos”, afirmou.
De acordo com Rufino, a estratégia resultou em crescimento significativo nos últimos anos. “Em três anos, alcançamos um faturamento expressivo, com cerca de 80% concentrado no Ceará. Optamos por fortalecer nossa atuação no Norte e Nordeste, mantendo nossa base no Estado e contribuindo para a geração de empregos e renda local”, concluiu.


