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Aprece: Prefeitos do Ceará reagem à alta dos cachês de artistas e defendem união para conter impacto nas contas municipais
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A escalada dos cachês cobrados por artistas para shows públicos dominou a Assembleia Geral Extraordinária da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) e acendeu um alerta entre prefeitos de todas as regiões do estado. Gestores classificaram os valores como incompatíveis com a realidade fiscal dos municípios e afirmaram que, mantido o atual cenário, festas tradicionais podem comprometer investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

Ao abrir os trabalhos, o presidente da Aprece, Joacy Júnior (Juju), destacou que a discussão é urgente e precisa ser tratada de forma coletiva. Segundo ele, os municípios estão sendo pressionados por custos cada vez mais altos, ao mesmo tempo em que enfrentam queda de arrecadação, especialmente com as mudanças no Imposto de Renda. Juju defendeu união, diálogo com produtores e articulação nacional para buscar soluções que garantam equilíbrio financeiro às gestões municipais.

Durante a reunião, o prefeito de Amontada, Flávio Filho, afirmou que municípios vivem pressão constante para manter eventos, mesmo com aumentos considerados abusivos. Bandas que custavam trezentos mil passaram para quinhentos mil reais, enquanto outras saltaram de um milhão para um milhão e meio. Já o prefeito de Aratuba, Joerly Vitor, alertou que gastar milhões em poucas horas de evento acaba inviabilizando investimentos em outras prioridades do município.

O prefeito de Catarina, Renan Guedes, reforçou que os próprios gestores precisam estabelecer critérios e limites, com mais união e transparência. Segundo ele, muitas vezes a escolha é entre realizar uma grande festa ou investir em escolas, pavimentação e serviços básicos. Em segundo plano, também foram debatidas perdas de arrecadação com o Imposto de Renda e outras pautas fiscais, mas o consenso foi de que a alta dos cachês exige reação imediata, coordenada e liderada pela Aprece.

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