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Aprece aborda prevenção e combate ao suicídio em Quinta com Debate
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No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, a Aprece realizou uma Quinta com Debate especial. No espaço semanal de discussão do canal da entidade no YouTube, foi debatido o tema Setembro Amarelo: Refletindo sobre os Efeitos da Pandemia na Preservação da Vida.

Foi um rico momento de debate, que contou com a participação do Coordenador do Programa Vidas Preservadas do Ministério Público do Ceará (MPCE), Promotor de Justiça Hugo Porto; da presidente da Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE), Sônia Fortaleza; e do Consultor em Saúde da Aprece, João Ananias Vasconcelos.

Durante a Quinta com Debate, os participantes falaram sobre a importância das diversas ações de valorização da vida, que vem ganhando força nos últimos anos com o crescimento das mobilizações preconizadas pela Campanha Setembro Amarelo. O debate também girou em torno da necessidade de conscientizar os agentes públicos e a população sobre essa questão, ampliando e fortalecendo a rede que atua nas medidas de prevenção e apoio.

Em sua participação no debate virtual da Aprece, o Promotor Hugo Porto apresentou uma visão geral dos objetivos da Campanha Setembro Amarelo, abordou o suicídio em sua preocupante realidade de problema de saúde pública e discorreu sobre as ações do Programa Vidas Preservadas. A iniciativa, encabeçada pelo MPCE, visa, a um só tempo, capacitar os mais variados agrupamentos, trazendo informações para atores sociais estratégicos, e garantir recursos públicos prioritários capazes de fazerem surgir e de fortalecer políticas públicas intersetoriais e efetivas para a prevenção do suicídio.

Hugo Porto também citou os impactos gerados pela pandemia no agravamento do problema, uma vez que impôs o agravamento de fatores gatilhos da ideação suicida como a violência doméstica, o agravamento de quadros depressivos, o aumento do consumo de álcool, o luto, entre outros. Ele frisou a importância do trabalho em prol da preservação da vida, com o olhar sensível e engajado de todos – entes públicos, privados e demais atores da sociedade. “As mortes por suicídio são evitáveis, é preciso atenção, cuidado e ação efetiva. Não precisamos estar certos, precisamos estar perto”, frisou.

A presidente da APDMCE, Sônia Fortaleza, falou sobre os avanços e desafios do trabalho em rede que tem sido feito na área no Ceará. Ela ressaltou que a pandemia foi um desafio a mais, que trouxe um grande aprendizado para todas as áreas de atuação das gestões. Da mesma forma para o trabalho de implantação de políticas de combate ao suicídio nos municípios cearenses. “Nosso grande desafio para 2021 será o de trabalhar no apoio e estímulo às gestões para a continuidade dos trabalhos pela elaboração dos planos e aprovação das leis municipais tornando a política pública de combate ao suicídio uma realidade contínua em todo o Ceará”, afirmou.

O consultor em Saúde da Aprece, João Ananias, destacou a preocupação com o uso das drogas lícitas e ilícitas como sério agravante ao crescimento dos números de suicídio no Brasil. Ressaltou também a necessidade da garantia de recursos alocados especialmente para o combate a esse problema, salientando que os planos e as leis precisam ser trabalhados de forma ampla e abrangente.

A prevenção e posvenção do suicídio tem unido várias entidades, entre as quais a Aprece, em torno do objetivo de atingir a meta preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a redução de um terço do número anual de suicídios no mundo – atualmente o número de pessoas que tiram a própria vida chega em torno de 800 mil por ano, sendo essa a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

No Brasil, os números também assustam. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde revelou que se registra, em média, um suicídio a cada 46 minutos no País. Esse é um dado que preocupa e demonstra a necessidade de implantação de políticas públicas para o enfrentamento desse problema. É também fundamental que toda a sociedade conheça a questão do suicídio mais profundamente e participe no apoio a quem enfrenta situação de vulnerabilidade emocional e outros fatores que as conduzem para o auto-extermínio.

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