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Maurício Filizola afirma ser necessário retomar a atividade econômica no Ceará
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O presidente da Fecomércio-CE, Maurício Filizola, afirmou estar bastante preocupado com os setores de comércio, serviços e turismo, que tiveram mais de 90% de suas empresas paralisadas pelo decreto governamental que determinou o fechamento das atividades consideradas não essenciais durante a pandemia do coronavírus. E assevera que é preciso retomar a atividade econômica, mesmo que gradualmente.

“O nosso setor faz parte do DNA do cearense, de negociar, de estar conversando com os clientes, o olho no olho, e de repente muita gente está com seus negócios parados, eu continua trabalhando pois meu negócio (farmácia) é considerado essencial. Mas é preciso entender a dor do outro, que está com seu comércio fechado, mas tem as suas obrigações com seus colaboradores, os donos dos imóveis e o próprio Governo. Além disso, muitos casos exigem o recolhimento do imposto antecipado. E como o comerciante vai fazer isso, se não está de portas abertas?”, indagou.

Ele lembrou que a maior parte dos comerciantes vinha se recuperando de um período de dificuldades, muitas delas de responsabilidade dos gestores públicos. “O Governo precisa ter um olhar diferenciado, se colocando no lugar do empresário. Pensar em com quem poderia falar num momento tão difícil da nossa economia. Afinal, muitos gestores nunca tiveram uma empresa, colaboradores próprios. Então, é preciso ampliar esse olhar, pois temos de avançar, a fim de evitar que as pessoas percam os seus empregos, a sua sobrevivência”, disse.

“Não tiro a razão do governador Camilo Santana e do prefeito Roberto Cláudio, nesse enfrentamento à pandemia do coronavírus, mas é preciso olhar a importância dos variados setores produtivos, dentro do contexto social. É claro que o voltar a trabalhar deve ser feito com cuidado com os colaboradores, com os clientes e todos os que participam da cadeia”, explicou Filizola.

Ressaltou também que, neste momento da pandemia, muitas pessoas já estão sem dinheiro, sem condições às vezes de comprar até o alimento. E que o Brasil não tem as mesmas condições econômicas de outros países. Portanto, é preciso haver um protocolo para que, gradativamente, as atividades possam ser retomadas.

“Estamos há um mês e não houve nenhum retorno sobre o que está sendo planejado para que a retomada das atividades econômicas possam ocorrer. As empresas estão em dificuldades e as medidas mais imediatas têm vindo do Governo Federal, mas nas outras esferas de poder ainda não foi sinalizado um plano de ação. Nossa instituição é de representatividade empresarial e não entra em disputa política ou partidária, mas sim na defesa dos direitos dos empresários do setor de comércio, serviços e turismo”, afirmou.

E lembrou que Estado tem um viés de desenvolvimento turístico gigantesco, estava indo numa direção muito boa, e foi o que mais sofreu, devendo demorar mais tempo para se recuperar. Por isso, afirma ser preciso uma ação rápida e forte para auxiliar os empresários desse setor que é tão promissor para o Ceará, que já estava com um Hub aéreo consolidado e dando início à expansão da aviação regional.

“E vale salientar que quanto mais tempo demorar para que o nosso comércio, os nossos restaurantes, os nossos hotéis, os nossos shoppings e outras empresas do setor comercial voltem a funcionar, mais difícil será a recuperação do setor turístico, pois temos uma relação muito intrínseca”, concluiu Maurício Filizola.

 

 

 

 

 

FONTE:Baladain

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